Dia 23 de Junho, em Portugal, festeja-se o São João. Uma festa típica portuguesa, que se espelhou por outras partes do mundo. Esta festa tem várias lendas por detrás dela e algumas a serem investigadas, mas é uma festividade católica! Antigamente, nesta festa pagã, festejava-se a fertilidade e a abundância das colheitas, posteriormente e com o aparecimento do Entrudo, a igreja cristianizou este evento e atribuiu-lhe o São Pedro como padroeiro e, porquê?
Apesar de ser uma festividade cheia de tradições, como o alho-porro, para dar na cabeça das pessoas; o lançamento dos balões de ar quente e os martelos, que posteriormente, vieram substituir o alho-porro; a festa dá-se devido a uma lenda cristã! Mas vamos começar pelo início e descobrir para que servem as coisas, antes de irmos à lenda!
Diziam os antigos, que o alho-porro, servia para bater nas cabeças das pessoas e afastar todo o mau olhado e inveja e, nos homens era símbolo de fertilidade. Já os ramos de cidreira ou limonete, serviam como um ritual, onde as mulheres passavam na cara dos homens, simbolizando que estavam solteiras e prontas para um compromisso. Com o passar dos tempos, a festa foi-se modernizando e, atualmente, só se usa os martelos e os balões de ar quente. Há quem diga que a utilização de uma pequena fogueira nesta noite, simbolize ''genica'' dando-se assim o salto por cima da fogueira, que atualmente é simbolizado pelo fogo de artifício, nomeadamente na Ponte D.Luís I.

A lenda cristã, existente sobre o São João, conta-nos que no ano 2 a.c Isabel e Maria, primas, estavam grávidas ao mesmo tempo e que combinaram que a primeira que tivesse o bebé avisava a outra. Como? Acendendo uma fogueira que pudesse ser vista à distância do deserto da Judeia, onde ambas viviam. Santa Isabel, foi a primeira a acender a fogueira nascendo assim João. Daí a se dizer que as fogueiras, são parte fundamental desta festividade e, que quem saltar por cima terá um ano protegido do mal. Porém o mistério esta na Santa Isabel. Antigamente era pouco provável que mulheres com mais de 40 anos pudessem dar à luz, sem morrer devido ao pouco conhecimento de Medicina naquela época. Isabel teria, segundo estudos, 53 anos e com problemas graves de saúde, na qual todos diziam que ela não iria aguentar o parto. Em certos manuscritos encontrados naquela época, relatam que Isabel esteve bastante mal depois do parto e, que misteriosamente, depois de um sonho com um Anjo a falar para ela, as suas melhoras foram notórias e repentinamente.
Estranho, não acham?
Agora, que conhecemos um pouco mais, da origem desta festa, gostaria de vos escrever um pouco sobre o meu São João, deste ano. Sim foi diferente de todos os anos, e como?
Bem... apesar de este ter sido o meu terceiro ano, a participar nas Marchas de Tabuaço a representar a Granja, este ano os meus pais também participaram, tornando esta experiência mais especial e a ser vivida pela família toda (os três pintainhos da casa).
Não vos vou mentir, quando digo, que todo o trabalho por detrás da marcha é árduo e as preparações para o dia, como maquilhagem, roupa e cabelos, começa desde as 9 horas. Falando nos ensaios, toda a marcha tem um coreografo e ensaiam 1 a 2 meses antes.
Essencialmente gratificante. Ver todas aquelas pessoas a trabalharem no duro, depois de um dia longo de trabalho e, estar disposto depois a ensaiar 1 hora para o grande dia, só se nota a dedicação por um objetivo: Tornar a aldeia visível! Que nem sempre é fácil, apesar de tudo.
O backstage da marcha, não é como imaginamos! É duro, cansativo e não paramos nem um minuto. No domingo de manhã, eu e a minha mãe, acordamos às 9 horas, para lavar o cabelo e esticar, só que como ambas temos cabelos super volumosos e grossos demorou 2 horas para cada cabelo. Ou seja, passamos a manhã toda, até às 13 horas só no cabelo, sem contar com o penteado. Feito a primeira parte, almoçamos e fomos a correr para a maquilhagem. Colocamos um creme hidratante, a base e em seguida todas as sombras, de acordo com o traje e, finalizamos toda a maquilhagem, desde contorno, sobrancelhas a blush, tudo a que se tinha direito. Quando demos conta já eram 19h e viemos fazer o jantar para às 21h estarmos em Tabuaço. Chegando lá, vestimo-nos de acordo com a posição que iríamos estar, sendo que a porta bandeiras (eu) leva sempre um traje e penteados diferentes do resto dos participantes da marcha. Todos vestidos e prontos, foi hora de pegar em tudo e entrar em ação, só que como éramos os penúltimos da marcha só saímos à 1h00 do dia 24 e, acabamos às 2h do mesmo dia. Por isso, conseguem ter uma noção de que foi preciso um dia, quase, só para a preparação final dos marchantes, que só se pode fazer no dia.
E agora estou super curiosa para saber como foi o vosso São João, contem-me tudo!!!
Beijinhos













