15/07/19

WC Feminino: Assédio não é Elogio!



Para quem é novo no blog, ou não me conhece, quero-me apresentar!
Sou a Nádia Matos, de 20 anos, criadora de conteúdo criativo e acima de tudo Feminista! E porquê? Porque EU, e todas as MULHERES temos direito de lutar pela igualdade de géneros. E esqueçam os mimimis que comigo não funciona. Acho que cada pessoa tem um pensamento, em relação, a toda uma sociedade, mas  por vezes e por preguiça, tem medo de remar contra a maré e de mostrar o que realmente pensa. Comigo não é assim! Eu penso, eu reflito e no fim, acabo por falar.
E todos devíamos ser assim. Olhar não só para os nossos interesses, como também para os interesses das pessoas que nos rodeiam, ou simplesmente, pensar na existência delas.

Hoje lanço uma nova Rubrica no Blog, WC Feminino!
Uma mistura de conversas, entre várias mulheres, com as suas visões e perspetivas diferentes, mas no fundo similares.
Uma conversa fluída e descontraída, pelos direitos de todos e, com o objetivo de mostrar que se o Homem pode a Mulher, ainda mais! Afinal, a casa de banho, sempre foi o conforto para o grande encontro de Mulheres. Principal prioridade: por a conversa em dia, enquanto se vêm ao espelho.
Para grande abertura desta Rubrica, que estará bastante presente, falaremos sobre o Assédio NÃO ser Elogio.
Hoje, faremos as mesmas 4 perguntas para todas as Mulheres e comparamos as respostas finais.
No final teremos sempre a opinião ANÓNIMA de um Homem.
Será que elas pensam todas iguais?

Vamos conhecer, um pouco, sobre as grandes quatro Mulheres, escolhidas, para este início.




Olá, sou a Andreia e tenho 20 anos. Estudei Design de Moda, mas neste momento estou a trabalhar noutra área. Sou criadora de conteúdos, sendo escritora e fundadora do Blog Throwalense. Sou Feminista e defensora dos Direitos Humanos. Adoro ler, ver séries e filmes. Recentemente, descobri um amor enorme por viajar e pretendo fazer mais viagens por Portugal e pelo Mundo. Adoro descobrir novas culturas e novas maneiras como as pessoas vivem.

O meu nome é Beatriz, mas os mais próximos tratam-me por Bea ou Bicas. Tenho 19 anos e sou nascida e criada perto das águas frias do Norte. Os meus gostos pessoais divergem ao longo da minha existência. Estou a explorar o curso de Psicologia, o que me ajuda a questionar tudo. Sou feminista e quero ajudar a romper as barreiras que possam existir sobre a repressão dos géneros.

Olá, sou a Gabriela, tenho 16 anos, mas considero-me uma mulher com bastante maturidade. A minha maior paixão é dançar e sou do Sporting. As minhas cores favoritas são preto e branco, verde e amarelo. Sou muito sincera,genuína e leal. Estou no 12º ano, nunca reprovei e confesso que tenho medo de Palhaços e do escuro eheheh.

Sou a Ricarda, tenho 21 nos. Sou licenciada em Comunicação e Media. Neste momento estou a tirar uma formação noutra área. Nos meus tempos livres, sou BookTuber, amante de fotografia e devoradora de séries. Tenho, também, um amor incondicional por animais, maioritariamente gatos. Adoro viajar. Recentemente, descobri viajar é uma das coisas que eu mais quero fazer na vida. Espero um dia, poder dar a volta ao Mundo Inteiro, ou pelo menos parte dele.



1. Já tiveste algum momento ou situação, onde um Homem te ''elogiou'' e era um elogio porco? Se não, o que se deve fazer para evitar que isso aconteça? Ou é sorte?


ANDREIA:
Já, demasiadas vezes, e nem devia acontecer. Penso que não haja sorte ou maneira de evitá-lo, durante muito tempo senti-me insegura de usar certos decotes ou peças de roupa. Tudo para não receber elogios ''porcos'', com o tempo apercebi-me que não interessa o que visto, os comentários aparecem na mesma.





BEATRIZ:
Infelizmente, já passei por situações que me deixaram super desconfortável, isto derivado aos ''supostos'' elogios, sendo que todos foram de cariz sexual. Elogios esses que não foram pedidos e ficava muito bem sem os ter recebido. São acontecimentos, que por muita pena, não se consegue evitar.







GABRIELA:
Sim, já tive. Infelizmente, foram acontecimentos bastante maus e que me marcaram, por isso, desculpem-me, mas prefiro nem sequer tocar no assunto.
Homens, cresçam!






RICARDA:

Penso que sim, aliás não diria ''porco'', mas já me ''elogiaram'' de uma forma que não gostei. Abordaram-me enquanto estava a andar a pé e assobiaram, entre outras coisas, que nem se deve comentar. 






2. Define o que é para ti um Elogio e Assédio.


ANDREIA:
Existe uma linha entre o assédio e o elogio, e bastante grande. Elogio é quando elogiamos alguém de forma respeitosa, como por exemplo:''Ficas mesmo bem com essa roupa, complementa-te perfeitamente'', ou até ''Estás muito bonita hoje'', ''Fizeste algo ao cabelo?''. Quando passamos essa linha, para assédio é quando usamos um suposto elogio de maneira rude e nojenta, como ''Uau, grandes mamas'', ou quando alguém está a usar um decote ''Uau miúda, dava uma voltinha contigo''.



BEATRIZ:
Na minha opinião, um elogio, é um comentário ou uma observação favorável sobre determinada coisa, normalmente usado para evidenciar os aspetos positivos de alguém. Porém, ao contrário de um elogio, temos o assédio. Que é um comentário indesejado que só tem como objetivo incomodar.




GABRIELA:
Para mim, um elogio é quando alguém faz um comentário favorável a evidenciar algo, características ou atitudes. Assédio é quando há uma ''perseguição'' ou insistência com alguém, em relação, a algo que o ''alvo'' não quer fazer. Quando se quer forçar alguém a fazer algo que não queira. Utilizar argumentos/elogios ''porcos'', servem para deixar uma pessoa envergonhada e invadir a sua privacidade.



RICARDA:

Para mim elogio é quando alguém que nós conhecemos ou com quem lidamos, chega ao pé de nós e diz algo bom, algo que tenham reparado em nós e gostado, algo sobre a nossa personalidade. Assédio é completamente o oposto! É quando alguém te aborda de maneira ''grossa''. Chamarem-te jeitosa assim do nada ou a assobiarem. Alguém que não confies a tentar engatar-te, alguém que te chame nomes e que tu não gostes. Alguém que goste da maneira como estás vestida e só repare nisso.






3. Achas que é essencial reeducar a Sociedade, para que as Mulheres possam andar como querem na rua e sem medo? Que ações achas que seriam importantes por em prática para isto acontecer?

ANDREIA:
Penso que seja igual para qualquer mulher, mas seja qual roupa estivermos a usar, durante a noite ou durante o dia, mas em sítios mais escondidos o medo é horrível. Como tal, penso que deveríamos começar a educar as crianças e os adolescentes. Começar a educar os pensamentos deles, que ainda estão em crescimento, sobre a forma de tratar uma Mulher  de maneira a que não sintam medo de andar na rua ou, que tipos de comportamentos a ter quando vêm uma Mulher sozinha na rua. Por fim, ensinar as mulheres a não terem medo e a saberem defender-se.




BEATRIZ:

Sim! É essencial reeducar a sociedade, já chega de ter medo de andar sempre com receio que o pior possa acontecer. Acho que para esta reeducação acontecer deveríamos começar pelas escolas, com palestras e aulas educativas sobre a igualdade de género, feminismo, orientação sexual, e por aí fora.





GABRIELA:
Acho que não há nada que a sociedade possa fazer, na minha opinião ensina ninguém a assediar uma pessoa, tal como ninguém irá impedir ninguém de tal. Geralmente, parte da pessoa, do seu interior e da sua cabeça. Por mais que tentemos incutir algo, a pessoa pode escolher se quer aprender ou não.




RICARDA:

Penso que sempre vai existir alguém que te assedie na rua, que te julgue pela forma como ages e vestes-te, etc. Reeducar a sociedade ao implementar mais esses conceitos na escola, talvez seja uma forma de ajudar a que isto não aconteça com tanta frequência. Haver mais discursos, temas e debates, onde se possa discutir em escolas e faculdades.
Mas é algo que irá sempre acabar por acontecer, infelizmente.








4. O que fazer, caso, alguma Mulher anda na rua e um Homem passe por ela e diga: ''És um avião, punha a minha élice a funcionar contigo.'' É culpa dela e da maneira como se veste ou do Homem e das suas hormonas?

ANDREIA:
Acho que comentários como esses ''porcos'' nunca é culpa da Mulher. Ninguém pede por eles, mesmo se tiver nua. Temos de começar a aprender, que certas atitudes magoam alguém e que têm impacto e, que a nossa liberdade acaba por ser afetada. Se tu usas essa liberdade para fazer esse tipo de comentários vais contribuir para algo? Se não, não o faças! Ouvimos mais esse tipo de comentários virem de Homens, por os seus hábitos são mais rudes e a culpa nunca é da ''vítima''.



BEATRIZ:

Acho que se ouvisse tal comentário obsceno não iria reagir da melhor maneira, sendo que sou muito tempestiva e não admito qualquer tipo de assédio. A culpa é sempre do causador do desconforto do outro. Neste caso, do Homem, que decidiu comentar algo desnecessário. Sou da opinião que a culpa é sempre e somente do abusador e da sua mente controversa.




GABRIELA:

A Mulher deve ignorar, por mais difícil que seja. Caso seja perseguida e a tentem obrigar a fazer algo que ela não quer, deve sempre pedir ajuda!
A culpa não é da Mulher pois somos livres de usar e vestir o que bem queremos. Sentirmo-nos bem connosco próprias é o que interessa. A culpa é desses tarados que não respeitam uma única Mulher.






RICARDA:

Nuca é culpa dela! Ninguém pode ser julgado pela sua aparência ou qualquer coisa. A culpa aqui, parte por vezes, da forma como a pessoa que está a julgar foi educada. A má educação e o não acompanhamento dessas pessoas, ou até situações de má influência, acabam por fazer com que o Homem seja assim para a Mulher.





5. Deixa aqui o teu Recado.



ANDREIA:
O que digo sempre é que devemos, todos os dias, avaliar as nossas ações. Ter uma ação de assédio e magoar ou pôr outra pessoa numa situação destas, de desconforto, mesmo que nós não queiras estar numa parecida, então não devemos fazer isso se não gostamos que nos façam a nós. Quando fores a fazer ou a dizer algo  pensa assim: ''Eu gostava que me fizessem isto?'' ou ''Estarei a ser melhor pessoas?''.





BEATRIZ:
O assédio não pode ser algo normal do quotidiano de qualquer ser humano. Este tipo de situações são recorrentes, mas não lhe dão o devido valor e, deixa marcas numa pessoa. Chega de se ter um mudo surreal, chega de se ter preocupações no que se vestir para não ser comentada, chega de se ter momentos constrangedores! Eu digo basta ao assédio! Sou uma Mulher que nasceu numa sociedade Machista e Repressora, porém nasci com uma voz e um sentimento de revolução. E o melhor disto tudo é que sei que não sou a única e não estou sozinha!



GABRIELA:
Mulheres não se calem por medo, façam frente e tentem sempre dar a volta por cima, que sei bem que nem sempre é fácil. Mas não podemos dar-nos por vencidas, porque juntas somos mais fortes...
Agora um recado para os Homens... cresçam e reflitam nas vossas atitudes.







RICARDA:

Todos somos diferentes. Ninguém tem de gostar de tudo e nem julgar o outro com base no que vê.
O assédio é algo muito feio, tanto seja para Homem como para Mulher, não o devemos praticar, nem com quem conhecemos nem com quem desconhecemos.








Como a Nádia, vos referiu anteriormente, haverá sempre um Homem que fará o seu comentário anónimo, dando a sua opinião, sobre o assunto abordado. Hoje foi o assédio... Antes demais, quero pedir a todas as Mulheres, para não generalizarem tanto e dizerem que somos todos iguais, não é verdade!!!
Cada um tem os seus princípios e a sua maneira de pensar e, é óbvio que tudo isso acontece, quando nos dão educação em pequenitos. Concordo que a sociedade deva fazer algo para controlar um pouco isto, e que desde pequenos devemos ser ensinados a saber como tratarmos alguém, independentemente do nosso género, mas vou-vos ser muito sincero quanto a isso. Uma das coisas que mais aprendi, foi que podes dar uma ótima educação aos teus filhos e educa-lo com os melhores valores, mas no fim, depende da pessoa se quer aprender e adquirir todo esse ensinamento. Logo, tudo é circunstancial e um pouco aleatório, pois tudo depende da pessoa em questão. Contudo, não é desculpa para acontecer certas coisas, como vemos nos jornais ou de casos de pessoas conhecidas nossas. Felizmente, hoje o assédio é considerado crime e punível por lei, dando 6 meses a 1 ano de cadeia. Por isso está na hora, de certos Homens crescerem e perceberem que as Mulheres não são um objeto sexual, para satisfazer quando quiserem e precisarem.



Por fim, no meu instagram, fiz uma sondagem, incluindo Homens e Mulheres, entre os 17 a 26 anos, sobre vários aspetos a se considerar neste assunto. No total, foram 8 perguntas, a serem levadas a refletir sobre todo o tipo de ações e possíveis consequências entre dois indivíduos, neste caso, o abusador e a vítima.
Vamos, então, analisar os gráficos com muita atenção.


Tirem as vossas próprias conclusões e reflitam no que a Mulher passa no seu dia a dia, que já considera normal e parte da rotina.
Beijinhos




08/07/19

Visibilidade na escolha do Amor!






Em pleno século XXI a forma de ver um amor, ainda se torna muito mal encarado e quase como se fosse um problema de nascença, fazendo que quem tenha outras escolhas tenha uma doença mental! Mas será isso tudo necessário? Não somos todos iguais, apenas com escolhas diferentes? Isso não é bom?
Desde muito cedo, na escola e em casa, somos ''ensinados'' que o verdadeiro amor, é quando gostamos de alguém do sexo oposto e que algo que seja diferente disto é errado ou pecado. Que se escolheres mal acabarás frustrada e sem rumo, mas aí pergunto-me... No amor há certo e errado ou apenas duas pessoas que se amam? Já é complicado gostar de uma pessoa, na adolescência ou noutra fase qualquer da vida, quanto mais se essa pessoa for ''diferente'' do que foi imposto pela sociedade de ser ''normal''.
Deparo-me a pensar, se realmente as pessoas sabem o que é amar, e se aqueles rótulos que põem de: ''é bicha'', ''é panela para todos'' ou até mesmo ''violava-te só para te manter direito'' fazem sentido. É que, na maior parte das vezes, é usado de modo a magoar os sentimentos de uma pessoa, em vão. Sei, até de casos, na qual a pessoa em questão foi insultada, só porque disse que não queria nada com quem lhes abordava, e isto não é normal! É alarmante, preocupante até.
Em conversa, com o meu círculo de amigos, este assunto veio à baila... Sim, porque muitos temas que abordo no blog, são ideias que vêm de conversas ou de algo que leio. Nessas conversas, chegamos a acordo que é preciso reeducar a sociedade, no geral, começando talvez por um dicionário novo, trazendo conceitos diferente.







Os conceitos, que mais acho pertinente todos nós sabermos, sem dúvida, são os termos que usamos para designar cada gosto. Nada, como aprender que nichos existem e qual a diferença entre eles.
Comecemos, pelo mais conhecido e pelo qual sempre nos ensinaram que era o correto:

Uma pessoa Heterossexual - é uma pessoa que sente atração pelo sexo oposto ao seu. Ou seja, um homem que goste de uma mulher ou vice-versa.
Uma pessoa Homossexual - é uma pessoa que sente atração pelo mesmo sexo que ela. Ou seja, uma mulher que goste de mulheres ou um homem que goste de homens.
Uma pessoa Hermafrodita - é aquela pessoa que possui dois órgãos genitais, tanto masculino como feminino, podendo ser identificável logo à nascença.
Uma pessoa Assexuada - é aquela pessoa que não sente atração física ou sexual, seja de maneira parcial ou condicionada, por outro ser humano.
Uma pessoa Transgénero - é aquela pessoa que têm uma identidade de género diferente do sexo atribuído à sua concepção. Ou seja, uma mulher que se identifique mais com o sexo masculino, ou vice-versa.
Uma pessoa Pansexual - é aquela pessoa, que não olha para o género para saber amar alguém. Prefere ligar à pessoa que está à sua frente e saber que lhe faz bem, do que ter em conta se é um homem, uma mulher, um transgénero, entre outros. Simplesmente quer ser feliz, e é neste grupo que me insiro.


No que mais me deparo quando falo com pessoas que andam em desacordo com estas designações, ou porque não concordam ou porque são simplesmente contra, é que a maior partes das pessoas não gosta porque não sabe o que significa e o quão importante é para uma pessoa se designar como tal! Então hoje, abro-vos um pouco a porta sobre o meu mundo e, relato como foi a minha descoberta.

Tudo começou quando eu entrei para a Soares dos Reis, no 10º. Conheci uma rapariga, na qual gostei muito. Era uma situação muito estranha, confesso! Nunca me tinha visto naquela posição. Gostava de estar e falar com ela, falávamos e riamos de tudo sem medos e rodeios. Até que os sentimentos começaram a crescer. Não me via como lésbica e, muito menos como bissexual. Neguei o quanto pude que aquela situação estava mesmo a acontecer, não queria acreditar. Depois de ter passado para a fase de aceitação, comecei a pesquisar sobre mais informações e a falar com amigos que se tinham declarado gay's. Vi que toda a fase do armário fora essencial para me descobrir e, até hoje agradeço por tudo que passei. Não foi fácil contar aos meus pais sobre os meus gostos e por aquilo que passava e, confesso que até hoje eles não percebem bem o que é ser pansexual, mas foi uma luta, SÓ MINHA, que valeu bem a pena. Aprendi a amar todos, pela pessoa que são e não pelo género que representam.


Resumindo e concluindo. Se até eu tive coragem de passar por todo este processo, descobrir quem é a verdadeira Nádia e com orgulho, falar com os meus pais, então cada um de nós também pode.
Não se privem de fazer ou dizer algo, só porque aos olhos da sociedade não será aceite ou porque têm os vossos medos e fantasmas. Aliás, é errado como o ser humano se priva de fazer algo só porque irá ficar mal. Conheço muitas pessoas que deixaram o momento fluir e foi assim que se encontraram, quem sabe se contigo não será o mesmo?
Já agora quero dizer e chamar a atenção, que esta publicação não é de todo, um incentivo para saíres a correr loucamente de casa e beijar todas as bocas que te aparecem à frente! Simplesmente, é uma abertura para novas mentalidades e referir, senão mesmo frisar bem que teres os teus gostos e seres tu não é doença nenhuma!!!

Precisamos, de mais pessoas, de todas as idades, com mentes mais abertas para receber a modernização e acompanhar os tempos atuais. Chega de esconderes quem és e o que és!
Sem informação, as pessoas estranham algo novo, mas pensem. Todos estes gostos sempre existiram, só que eram sempre guardados e mantidos em segredo, por causa do tempo em que vivam. Antigamente estas escolhas eram levadas a mal e, em certos sítios as pessoas eram apedrejadas. Por isso agradece por alguém ter lutado pelo livre arbítrio e pelo poder de escolha!

A tua escolha, faz de ti a grande pessoa que és, pensa nisso!





12/06/19

Hoje ela virou o meu anjo!



As folhas caíram e os alimentos apodreceram! Nada é para sempre e tudo muda a todo o vapor, assim como relações começam elas também podem acabar, principalmente se forem tóxicas. Acho que nós nunca sabemos de caras avaliar a relação, pois estamos sempre iludidos com o sentimento presente.
Não se pode dizer que este tipo de situações nunca nos calhará a nós, porque não saberemos o dia de amanhã e nunca conhecemos uma pessoa a 100%
É engraçado como um ser humano, pode enganar ou omitir tão bem, não é?
Hoje quero-vos contar a história da Sally. E devem-se estar a perguntar: Porque raio estás tu a abordar este tema? Simples! Desde o início deste ano, já mais de 200 mulheres foram vítimas de maus tratos por parte dos namorados ou maridos e, constantemente me pergunto o que poderemos fazer para parar isto! Por vezes é complicado livrarmo-nos  das pessoas tóxicas das nossas vidas, mas se disso depender o nosso bem estar físico e mental, é o melhor a se fazer, vão por mim!



Sally, 21 anos, portuguesa e atualmente vive em Paris! Uma mulher normal, até ter entrado um João na sua vida.
Esta relação tinha tudo para dar certo, mas infelizmente João mostrou-se ser uma pessoa tóxica e má.
Nos inícios a relação ia bem, ele levava-lhe flores, tratava-lhe por ''amor'' e ''minha princesa'', um mar de rosas. Certo dia, veio do trabalho e tudo desmoronou, por causa de ela estar cansada e de se ter atrasado no jantar.
Vamos saber mais um pouco sobre a sua história....



Sally, conheceu o João na escola. Na altura ela tinha reprovado e ele passado para o 11º ano.
Certo dia, ela estava na biblioteca, quando ele e uma amiga sua apareceram e sentaram-se na mesma mesa que ela ocupava. Conversa vai conversa vem, ficaram a conhecer-se e a contar piadas secas. Com o passar do tempo foram aproximando-se e combinando saírem juntos, até aí tudo normal como para uma relação amigável e amorosa, pensava ela.
O tempo ia passando, e eles iam ficando mais próximos, até ao dia em que ele ganhou coragem e pediu-lhe em namoro. Felicíssima ela aceitou de imediato, pois claro. Quem no lugar dela não faria o mesmo?
Nos primeiros meses e anos, tudo corria bem. Todos os meses eles festejavam mais um mês de namoro, com uma ia a um restaurante romântico e acabavam por dar uma volta pelo Porto sobre o céu estrelado. Quem estava com eles sentia o ambiente romântico que pairava sobre os dois. Muitos achavam-nos sortudos por terem encontrado o seu par ideal. Até que as coisas começaram a ficar estranhas. Certo dia ele se virou para ela e disse:

''Se realmente me amas, vais passar mais tempo comigo e afastar-te dos teus amigos e família!''
De início ela achou brincadeira, até ver que afinal poderia haver uma ponta de verdade. Assim o fez! Como o amava, ela fazia tudo e desculpava-o mesmo sabendo que quem tinha razão era ela. Passado uns tempos começou as ameaças. Um dos episódios mais marcados para ela, foi quando um dia ele estava a limpar a casa e ela sem querer entornou café no chão da cozinha, acabado de limpar. Furioso, o João disse-lhe: ''Sua estúpida acabei agora de limpar a casa! E tu já a sujaste? Não vales nada! Já vais ver o que te vou fazer, não saias daí!'', assustada e sem saber o que fazer, cumpriu as ordens dele.

Quando ele chegou, sujou a casa toda de lama e obrigou a Sally a limpar com um pano e de joelhos! Mais uma vez, ela encontrou desculpas para achar que a culpa era dela por ser desastrada e não valer nada. As coisas foram acumulando, até a sua melhor amiga começar-se a aperceber do inferno por que Sally passava, e não era para menos. Pisaduras e marcas por todo o corpo iam aparecendo e o que dizia era que se aleijava, por não ter noção das coisas. Quando realmente a amiga se apercebeu do que se passava começou-lhe a fazer perguntas e ela só sabia dar uma única resposta: ''A culpa é minha por não ter utilidade.'' Com isto ela começou a desabafar com a única pessoa que ela não conseguiu afastar. Certo dia a Sara, melhor amiga de Sally, recebe uma chamada às 3h da manhã da amiga a dizer '' Por favor, vem-me buscar, senão ele vai-me matar!'', tudo isto porquê? Ela chegou tarde do trabalho e estava cansada, foi tomar um banho e sentou-se no sofá até adormecer. Quando o João chegou, às 21h, não tinha nada para jantar, ficou furioso e começou a insulta-la até acabar por agredir-lhe! Disse-lhe coisas horríveis, até lhe fazer uma ameaça.
''Quando adormeceres, vou-te amarrar na cama e matar-te!''
Assustada, procurou solução. Não é fácil sair-se de uma situação destas, mas com a ajuda da sua fiel e única amiga, a Sara, ela fugiu pediu ajuda à polícia e nunca mais viu o João!


Se me perguntarem, se eu na mesma situação dela teria coragem para fazer o mesmo, talvez responderia que não, porque ela passou 7 anos naquela situação, até ter coragem para mudar completamente o seu rumo. Pode parecer surreal, mas infelizmente, esta história é bem verídica e aconteceu à pouco mais de dois meses atrás!
Temos de agradecer por haver pessoas como a Sara, que são fiéis e nunca desistem dos seus amigos, porque se não fosse ela a esta hora não se saberia o que teria acontecido à Sally! É preciso educar toda uma sociedade, sobre o assunto do respeito sobre tudo e todos, não acham?



05/06/19

Muita Criatividade




A criatividade é algo que o ser humano, precisa, essencialmente, para levar a vida de outra maneira. Independentemente, do nosso estado de espírito, das nossas convições ou até mesmo do que nos rodeia. Sempre tivemos a necessidade de expressar o que ia no nosso ''Eu Interior'', seja de que forma for, escrita, música, arte...
Sempre achei único e fasciante as diversas maneiras, como o ser humano resolve e transmite os seus problemas através da sua criatividade, afinal temos um cérebro pronto a ser usado! Quando acabei o meu 12º ano, em artes especializadas, decidi usar o que aprendi, para EU PRÓPRIA, construir uma imagem característica referente à minha carreira profissional e artística. O que para muitos pode assustar e ser considerado banal. Sinceramente, a opinião de outras pessoas já fez mais convição na minha vida, do que a que faz agora. Aprendi que se algo me faz sentir bem e realizada, devo continuar e, que ligar a opiniões, só de pessoas que me são próximas e que me acompanham de perto.
Afinal, pessoas que nos querem por em baixo há muitas!
Daí, sempre tive aquele ''bichinho'' de dar a conhecer o meu trabalho... até que ganhei coragem!
Não foi fácil, digo-vos! No início, por causa de comentários recorrentes e da minha baixa confiança, duvidei do que era capaz e só queria esquecer tudo e refugiar-me no meu cantinho, o que era normal fase ao que estaria a passar. Até que... num certo dia acordei e disse: É hoje que vou mostrar o que valho!
Criei um Instagram Profissional, para mostrar o que gosto de fazer! E como gosto de brincar com as palavras e fazer trocadilhos. O nome tinha de ser algo divertido e criativo (pelo menos para mim é)!
Decidi dar o MEU nome à página só que ao contrário! Especificando, eu chamo-me Nádia (óbvio ahahah) e ao contrário é Aidan. Então achei, que como cria criar uma lógica, a lógica da minha mente, decidi chamar aidan_logic (link do insta no nome)

Neste momento devem-se estar a perguntar ''mas Nádia o que fazes lá?''
Nada melhor do que verem com os vossos próprios olhos!




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Para muitos pode não ser nada, mas para mim, expressar o que sinto através de um retrato a brincar com o ambiente, ou criando uma personagem, faz-me sentir tão bem e tão eu! Posso levar imensas horas, desde a concessão à finalização de um produto, mas no fim sei que irei dormir com um sorriso estampado no rosto!
Será que mais alguém é assim como eu? É que espero não ser a única, sinceramente.
Eu quero fazer vida disto, da arte e, por mais que muitos digam que não vai dar em nada e que talvez, mas só talvez, possa acabar numa caixa registadora (que não é vergonha nenhuma), eu só quero fazer o que me liberta. Sei que, para um adulto, correr atrás do seu sonho é arriscado demais, mas afinal a vida é mesmo isso!
Correr, sem nunca perder a esperança de algo, e eu respiro ARTE




Texto publicado por:
Nádia Matos, a autora

27/05/19

A Nossa Nova Estrela #ACREDITE







A escrita foi algo que me acompanhou desde pequenininha, e acho que falo por muitas pessoas, quando digo que, para mim, foi como um refúgio. Poder criar mundos encantados e paralelos ao que eu vivia e poder criar o meu próprio Universo era o que mais fascinava! Tudo isto acontecia graças a escritores maravilhosos que o mundo tem espalhado. Acho que a diversidade é o que torna as pessoas especiais e diferentes e, para os meus íntimos Desarrumados/as vou-vos escrever um segredo... Fica só entre nós sim??? Os meus estilos de escrita favoritos são o drama, comédia, romance e fantasia. Sei que, para muitos, o meu gosto por romances pode ''chocar'', mas acreditem gosto de um bom livro que brote os meus sentimentos, mesmo que mais profundos.

Então hoje, em comemoração ao Projeto de Leitura, fiz uma parceria com uma escritora, que conheci através da minha prima, e que aprecio muito. Tenciono dar-vos a conhecer um pouco sobre ela e o seu mais recente trabalho, que foi um sucesso nas suas pré-vendas!
O lançamento do livro foi dia 16 de Maio, e infelizmente, não pude estar presente, pois foi em São Paulo, na livraria da Vila.
Para celebrarmos esta grande conquista e eternizar-mos este grande momento, convido-vos a conhecerecem um pouco mais sobre a Eliane Quintella e o seu livro #ACREDITE.

Vamos conhecer um pouco mais desta surpreendente mente criativa e da sua nova arte escrita?



O que posso dizer sobre mim ao certo?
Eu, Eliane, acredito no poder das boas histórias, seja um suspense viciante ou um romance açucarado. Sei que o contos de fadas são ainda mais mágicos e foi, por isso, que escrevi o #Acredite. Sou uma escritora apaixonada, leitora convicta e sei que a arte é essencial ao ser humano e meio extraordinário de suportar a realidade.
Sou uma Mãe ursa de Ale e Zizi. Encontro apoio incondicional para as minhas loucuras, no meu parceiro e amor da minha vida, Luiz. Como doces, no plural, diariamente, e acho mesmo, como diz neste livro, que o amor é a maior força que existe.
Vivo em São Paulo feliz da vida e apaixonada pela minha família e os meus dois cachorros, Luc e Tina.





O que podemos esperar do livro, ao certo? Digo-vos que podem esperar muita mágica e um amor pelo outro inexplicável, que consegue ultrapassar muita coisa, mas deixo-vos com uma breve sinopse.

'' Existe um mundo mágico, mas o seu povo é dividido de acordo com os seus poderes. Braites são os mágicos mais poderosos e dominam a energia da transformação. Lalulis, conseguem fazer apenas magias simples.
Os Braites mantêm a sua forte magia, pois cultivam a leveza, a harmonia e a alegria, já os Lalulis não são capazes de aumentar o seu poder de magia, pois são pessimistas por natureza e, preferem deixar-se dominar por sentimentos pesados a serem fúteis como os Braites.
Nesse mundo dividido, Pamela, uma jovem braite, apaixona-se por Raul, um laluli. Porém os dois acreditam que o amor é uma força poderosa e estão dispostos a desafiar a ordem das coisas ficando juntos. O casal é submetido a duras provações  que desafiam a força do amor e a crença que separa aquele mundo. 

Um livro que tem a força dos contos de fada e que nos inspira a acreditar,
em nós mesmo e na vida que nos cerca. 
''









Para todas as pessoas interessadas e que queiram saber mais do livro, ele já se encontra em Pré-Venda na Amazon e no Mercado livre e em algumas livrarias físicas, no Brasil!


Agora, vamos pedir à Eliane ou fazer um baixo assinado, para os livros virem para Portugal para serem vendidos?









Estou super hiper mega animada, para ter o livro nas minhas mãos e poder ler, para posteriormente fazer uma review, com o meu ponto de vista, sobre todo o enredo! Porque a sinopse já me deixou com muita água na boca e, aposto que não foi só a mim. Na minha opinião, ainda vamos ouvir falar muito desta escritora e, quem sabe, se não terei oportunidade de a entrevistar para o blog. Fica o suspense se isso será realizar ou não.
Vocês gostariam da ideia?


Antes das minhas perguntinhas sobre vocês, espero que tenham reparado que, a partir de agora, e até eu conseguir cumprir com a minha palavra, teremos três publicações por semana (segundas, quartas e sextas) como prometido!
Fiquei com uma curiosidade sobre vocês...
Que tipo de escrita apreciam mais???





Texto publicado por:
Nádia Matos, a autora

23/05/19

Entrevista a Ana Claúdia






Como sabem, um dos assuntos que mais gosto de abordar aqui no blog, é sem dúvida as entrevistas! Pois acho que ajuda o leitor, de um certo modo, a conhecer um pouco mais da personalidade da pessoa escolhida. Recentemente, entrei num grupo só de Bloggers e fiquei a conhecer pessoas, de diversos cantos do mundo. Não posso negar, que houve uma em especial na qual me identifiquei logo, com a sua personalidade e maneira de ser. Como já tinha ideias de retomar esta rubrica ao Pequena Desarrumada, e depois de uma conversa filosófica, com a pessoa, finalmente tive coragem de lhe fazer o convite, ao qual ela aceitou na hora.

O que falar, sem dar spoilers, sobre esta blogger e o seu cantinho?
Bem... ela faz parte da comunidade brasileira de bloggers e tem as suas lindas 42 primaveras, mas não se enganem! Quem fala com ela, repara logo no seu espírito jovem e aventureiro!
Sem me alongar muito, porque tenho receio de estar para aqui a escrever e a escrever e meio que estragar a entrevista com um início cheio de spoiler, vamos ao que interessa!
Hoje, a entrevista será feita à nossa querida Ana Claudia, blog do Café com Leitura e espero que gostem!












Ana, poderias falar-nos um pouco sobre ti?

Bom, chamo-me Ana Claudia, mas podem-me chamar de Ana, Claudia, Aninha... Sintam-se à vontade! Tenho 42 anos, moro em Nova Friburgo, região serrana do Rio de Janeiro. Sou casada, mãe de Mylena, uma adolescente de 16 anos e minha colaboradora no blog.
Sou gestora, educadora, pedagoga, especialista em Gestão Educacional, Educação Infantil e Educação Tecnológica.
Retornei ao mundo dos blogs em Dezembro de 2017, quando decidi que faria o que realmente amo: ler e escrever! Com isto, colocamos as redes sociais (eu e a Mylena), entre Janeiro e Março de 2018, aos pouquinhos, o Projeto Café com Leitura Blog, que é a minha ''menina dos olhos''.
Atualmente também estou a escrever, assumindo-me como escritora e participando em algumas antologias com os contos: ''Amor na Rua do Ouvidor'', a antologia ''Amores de Outrora'', ''A Convenção dos Deuses'', do livro ''Crónicas Urbanas'' (ambos já lançados) e ''Amor de Verão (o mar... e o ar)'' e da antologia ''16 Textos ao Som de Vinicius de Moraes'', que está prestes a ser lançado.


Como começou a paixão pelo mundo online?

Tudo o que é diferente encanta-me! E a tecnologia dá-me a possibilidade de me conectar com pessoas de perto e de longe (como aconteceu contigo), de gostos e culturas parecidas e adversas à minha, o que, mais uma vez, me fascina. E o ''café'' tem-me presenteado com isto!











Já tiveste um blog antes, de foque educacional. Porque o apagaste?

Na verdade, embora eu ame a minha profissão, sentia que ainda não era sobre este nicho que eu queria encaixar-me e tratar sobre, sabes? Mas desfazer-me dele foi difícil. Tanto que o desativei muito tempo depois de parar de utilizá-lo. As coisas vêm no momento certo e, penso que este é o meu momento, com a leitura e a escrita. De uma certa forma, ainda trato de abordagens relacionadas à educação, através do incentivo à leitura, nas suas mais diversas vertentes, que é umas das metas do meu trabalho com o blog.


Que motivo te levou a criares um blog e com este nome?
Essa é fácil: amo leituras e o café... ah, é um amor que me completa!



A leitura tem de ter sempre café? 

Bom, pelo menos para mim sim! A minha filha, por exemplo, já prefere os chás, mas as xícaras e as canecas de café sempre me acompanham.












Achas que mesmo no mundo online há um pouco de machismo?

Olha, até pode ser, mas na minha interação com os blogueiros, editoras e autores, sempre vivencio o respeito pelo meu trabalho, sem merecer mais ou menos do outro. Sou tratada com igualdade de valor e coloco-me também nesta posição. Nós sabemos que há ainda sim, infelizmente, muito que lutar pelo nosso ''espaço ao sol'', mas também já alcançamos bastante. Para que a coisa continue a fluir, precisamos de ter consciência do nosso papel na sociedade, continuar a batalhar por esse espaço, para que cada vez fique cada vez mais sólido e, por favor, não nos permitamos ser diminuídas!
Somos tão boas quanto qualquer homem e precisamos de saber disso para termos base para reclamar pelos nossos direitos e, consequentemente, lutar por eles.


Até agora, quais foram as principais dificuldades sentidas para continuares com o teu trabalho?

A minha maior dificuldade, sem dúvida, é conciliar o meu tempo ao longo do dia durante as semanas, pois sou multitarefas!


Que assunto gostas mais de trabalhar e partilhar?

Eu amo falar sobre os livros que leio, interagir com os autores que divulgo os materiais e passar tudo o que conheço para o meu público-leitor. A minha ideia é propagar o meu amor pela leitura, seja nacional ou internacional.


Leitura essencial ou facultativa?

Leitura, sem sombra de dúvidas, é essencial! Através dela lemos melhor, escrevemos com mais habilidade e aprendemo-nos a expressar! Sem falar, que nos permite o conhecimento, a sua troca com as outras pessoas e viajar pela imaginação. Só nos faz bem!


A nível de parcerias, alguma vez sentiste que a pessoa com quem estavas a fazer a parceria, poderia eventualmente, prejudicar-te ou não levar o teu trabalho a sério?

Sim, uma vez, infelizmente.











Que conselho/s darias a quem quiser começar um blog ou que esteja desmotivado a continuar o seu?

Dizer que são apenas fantasias e floreios, isso não posso. Como disse, amo o que faço e identifico-me como tal. Tive a plena noção do nicho que queria atingir, no caso, a literatura. A partir daí, estudei e muito, sobre blogs, nichos,  domínios... Pesquisei muito sobre resenhas, sinopses e textos diversos. Não sou o tipo de pessoa que começa algo e não dá sequência, ou que faz apenas por fazer! Uma das metas do meu projeto é divertir-me com o que faço, porém, um ponto muito importante é a responsabilidade. Em pouco mais de um ano, virou um hábito postar.
No início, fazia apenas uma postagem por semana no blog. No instagram, diariamente, tudo a seu tempo. Visitei vários blogs, iniciantes e já conhecidos. E, como tu bem sabes, trabalho massivamente em divulgação. Então, digo que realmente não é fácil. Mas é o que eu amo!
Estou investindo porque vi que é o que eu quero e acredito. Para quem pensa como eu, digo para não desistir. É um trabalho gradativo, mas que penso em fazer valer a pena. Isto é algo individual e aquele que tem dúvidas deve pensar bastante antes de entrar nessa rotina.


Apesar de estarmos num século onde temos tudo à distância de um clique, achas que isso distingue e ou dificulta o trabalho de um Blogger a de um Youtuber? Porquê? Que ferramentas achas que se poderia utilizar para melhorar isso?

Penso sim, claro, na facilidade ao acesso a todo o tipo de informações. Entretanto, ressaltando a questão da consciência que, na maioria das vezes, lidamos com outras pessoas apenas por detrás da tela do computador, ou seja, requer cuidado redobrado! Sobre distingui e/ou dificultar o nosso trabalho, como disse na pergunta anterior, vejo como algo muito pessoal.
Ouço muito o meu marido a dizer que o ''crescimento é individual'' (fala dele), e concordo. Acredito que a distinção, reconhecimento e respeito naquilo que fazemos seja um reflexo do nosso desempenho. Essa é a melhor ferramenta, na minha humilde opinião.




E assim acaba a entrevista à nossa querida Ana! Espero que toda a informação retida aqui, vos ajude não só na vossa vida profissional como na pessoal também. Acima de tudo, queria-vos trazer um conteúdo especial e de um nicho diferente ao meu, que neste caso é o de literatura.
A Ana é uma pessoa que transmite uma vibe super positiva e esta sempre pronta a ajudar, seja no que for e, a ela só tenho que agradecer por toda atenção dada e prestada e também pela disponibilidade para esta pequena grande conversa.
Espero que tenham gostado e... numa próxima entrevista, quem gostavam de ver a ser entrevistado numa conversa mais descontraída?
Um beijinho e até amanhã 


Texto publicado por:
Nádia Matos, a autora

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