20/05/19

Serei um Esboço, ainda por terminar?






Cinco meses passaram, após o ano ter começado e, eu só penso em como o tempo passa rápido... em como deixamos escapar oportunidades, momentos, sorrisos e fraternidade.
O ser humano, sente necessidade em ter metas e atingir certos objetivos na sua vida, mas será que é isso que nos motiva a viver? A olhar para as coisas com outros olhos?
Houve um tempo no mundo online, onde foi lançada uma ''moda'', onde o blog em questão, fazia uma lista de desejos/etapas para fazer e naquele ano teria de realizar os maiores objetivos possíveis.
Este projeto chamava-se 1001 em 101 dias.
Confesso que aderi porque achei a ideia e o conceito diferentes e criativos, e queria ver até que ponto seria capaz de concretizar o que queria e tinha em mente. Como o tempo passou rápido demais, eu meio que me esqueci desta lista, mas sempre tentei fazer tudo ou quase tudo que estava ao meu alcance para realizar tudo o que tinha nela.

Uma das coisas que me deparei muito, foi o facto de ao ter esta lista, tentar realizar tudo o que estava e no prazo que tinha ( cerca de 2 anos 9 meses). Uma das coisas mais difíceis, sem dúvida, foi definir prioridades e ver o que era possível ou não de se realizar e por na lista. Houve, sem dúvida, momentos em que a Isabel (a minha mãe), teve que me puxar para a terra, porque eu viajei muito e sonhei com certos objetivos.



                                       


Mas vou-me concentrar, mais em mim e, nesta experiência e fazer um pequeno desabafo e em como esta lista me afetou, tanto na prespetiva inicial como no olhar que fiquei para a vida e para os nossos sonhos e objetivos.
Vou começar pelo lado negativo que foi ter este projeto, para mim.... Primeiro, eu sou péssima com datas limites, ou seja, eu tenho que fazer as coisas consoante a minha vontade e ou disponibilidade, senão já sei que as coisas não vão dar certo. Fazer algo por obrigação, quase, não joga comigo. Sou daquelas pessoas que sabe que tem algo para fazer, mas faz ao ritmo dela, porém quando é algo sério faz sem reclamar e com qualidade, modéstia à parte (ahahah). Segundo, acho que quando fiz esta lista, alguns dos meus desejos/objetivos eram um pouco difíceis de conceder o que torna tudo mais complicando e, por vezes, leva à desmotivação. Que, inevitavelmente, foi o que aconteceu comigo!
Por outro lado, este tempo motivou-me a conhecer um pouco sobre a minha pessoa, o que por vezes se torna complicado!
Descobri, que gostava de fazer listas, e de saber com o que posso contar, porém em contrapartida o tempo não devia existir.... Era um grande sonho para uma aquariana como eu.

Agora que encerro este projeto e vendo aquilo que realizei, posso dizer que superei todas as minhas expectativas! Consegui alcançar quase todos os objetivos, principalmente aqueles que eram muito importante para mim. Aliás até ouve outros que repeti várias vezes, durante esses dois anos.

O que me impressionou bastante!

Na minha sincera opinião, esta etapa, serviu-me essencialmente para descobrir um pouco do que sou capaz, em um determinado período. E aconselho a todas as pessoas, não sou às Bloggers e Youtubers, que façam parte deste projeto e que vejam como evoluem durante dois anos. Quase de certeza, que vão encontrar características que nunca achavam capazes de existir!
Se já participaste neste projeto ou em algum parecido, conta-se a tua experiência...
E se nunca fizeste, ficas-te com curiosidade?




Beijinhos e até ao próximo post
Nádia Matos, autora do Pequena Desarrumada



14/05/19

O que Amesterdam guardou para mim



Muitos acham loucura eu ter chegado frenética a Portugal, mas foi uma experiência única que tive. Para muitos, um fim de semana não é nada, mas para mim era mais uma conquista realizada com sucesso! Sabes quando pões uma meta para uma data específica e, até lá fazes de tudo para conseguires? Pois bem, esta meta foi a minha! E terei todo o prazer de vos escrever sobre ela...
Quando fiz 18 anos, a 2 de Fevereiro, prometi a mim mesma que em 2019, seria o ano onde me iria aventurar, seja qual fosse a aventura. Simplesmente ia ficar de mente aberta, para qualquer coisa que para mim fizesse sentido. Foi então que, em Agosto de 2018, tomei a iniciativa que nos meus 20 anos, iria festeja-los num país diferente.
- Mas por onde começar? - perguntava-me constantemente.
Sempre tive muitos países que queria visitar, mas qual deles teria o privilégio de ser o primeiro, dos primeiros?
Seria Paris, por ter lá raízes? Seria Holanda, pela veia artística? Seria Califórnia, pelo sonho de criança? Como o tempo era escasso, pois só seriam, praticamente,  um dia e meio de turismo, pois o resto gastaria em viagens, não poderia ser num país muito grande e basto em experiências, mas que ao mesmo tempo não fosse muito longe de Portugal, nem dispendioso.
O principal objetivo seria usufruir ao máximo da experiência, pois iria sozinha.
Comecei a procurar um pouco mais, e depois de fazer a lista de prós e contras com as três localidades, decidi por fim Holanda, mais propriamente Amesterdam.

Sobre o voo, não me vou alongar muito. Foi bastante tranquilo, apesar do nervosismo. Era a minha primeira vez a andar de avião! Quando ao fim de semana... UAU é tudo o que sei dizer desde as cores da cidade, às pessoas calorosas, à arquitetura e até mesmo às bicicletas. Tudo me encantou!
Sim, em Amesterdam as drogas são legalizadas e então, eu acordava às 5h da manha e às 6h, em plena rua, o cheiro já era iminente, mas nada demais. Culturas diferentes e foi uma boa perspetiva de apreciar o que o país estaria disposto a oferecer-me.


O que visitei na viagem? 
Primeiramente, no dia em que la cheguei, já eram 22h. Jantei pelo aeroporto, bem rapidinho, fui para o meu airnb para conhecer o local onde iria ficar hospedada (não é nenhuma propaganda ahahah) e em seguida, fui para o Bairro Vermelho, mais conhecido como De Wallen/ Red Light District (este bairro é o centro medieval da cidade e bastante conhecido pelos seus canais e vielas bem estreitinhas). Aproveitei para comprar lembranças e comer uma pequena sobremesa, enquanto passeava, e por aí ficou a noite.
No dia seguinte, foi O DIA. Fui visitar o Museu do Van Gogh, que por sinal é enorme e perdemo-nos lá facilmente. Tem três pisos cheios de cultura e vida!
Posteriormente, fui ao Adam Torrer, que basicamente, era um prédio com mais de 30 andares, e no telhado tinhas um baloiço que ao andares nele ias para fora do prédio! Podendo assim, não só puxar a tua veia mais aventureira, como também a de apreciadora. No final desta aventura,  tinhas uma vista maravilhosa e panorâmica sobre toda a cidade. Relembro, que para ir para esta torre, como é numa ilha, tens de ir de barco e é completamente gratuito, para fazeres a travessia entre a cidade e a ilha!
E, como não podia perder a parte cultural e histórica da cidade, fui também à Casa de Anne Frank e, digo-vos que foi das visitas que mais me partiu o coração!




Sobre a viagem, posso dizer-vos o seguinte... Apesar de ter sido tudo corrido e de ter vivido a viagem freneticamente a 100%, tudo mas mesmo TUDO, VALEU A PENA. Todo o dinheiro que gastei, as poucas horas de sono dormidas, a turbulência durante o voo e as temperaturas negativas, foram factores que em tudo contribuíram para a experiência, de forma super positiva. A cidade é linda e as experiências, tanto pagas como gratuitas, que a cidade tem para oferecer, durante o dia e à noite, são únicas. Tinha baixas expectativas para esta viagem, pois seria a primeira feita, para outro país e sozinha, mas logo quando cheguei fiquei espantada e com outra expectativa.
Posso dizer-vos, ou melhor... escrever-vos, que posteriormente, penso ir lá com mais calma para poder ver tudo melhor e mais detalhadamente!




E digo-vos, se algum dia tiveram a oportunidade de irem a Holanda ou Amesterdam, confiem em mim, quando vos recomendo! É uma experiência única. Vão por mim!
Gostariam de saber algumas curiosidades sobre Amesterdam? Ou então... algumas peripécias que aconteceram comigo na viagem?
Comentem-me sobre a vossa primeira viagem, seja ela tanto dentro como fora de Portugal, ou então a vossa melhor recordação...



Beijinhos e até ao próximo post
Nádia Matos, autora do Pequena Desarrumada





14/11/18

O dia da minha Morte



''

    Deparo-me a pensar no encerramento da minha vida, no dia em que morro e, independentemente da minha crença, anseio por esse dia... Estranhando este desejo de o meu sangue parar de correr, lentamente, nas minhas veias, tento recriar o anseio das pessoas ao receber tal noticia. Como será que reagiriam? Ririam-se, tomavam angústia ou morriam por dentro, como se eu fosse um pedaço delas?
    Eu gostava de ver a reação de cada pessoa, ver como reagiriam e aí poder ver quem realmente me ama... quem realmente esteve lá para mim, nos bons e maus momentos. Mas, nesse momento, quando o meu corpo for preparado para tal ocasião, eu só terei um único desejo a fazer... Não chorem porque parti, mas agradeçam por ter feito parte da vossa vida. Por, simplesmente, termos sido felizes juntos em algum momento.
    Infelizmente chegou a minha hora, a hora de partir da minha e da tua vida e, tirando crenças à parte, havemos de nos encontrar seja onde for.


    Apesar de não ser uma pessoa que demonstra muitos sentimentos, acredita, se te considerei como amigo ou família, é porque merecias esse cargo no meu coração e na minha vida. Antes de fechar os meus olhos, de vez, tenho umas últimas palavras para escrever.
     A ti, minha Mãe, e meu pai, tenho uma única palavra... agradecimento! Agradeço-vos por terem acreditado em mim e no meu trabalho, por me terem apoiado, de me terem aberto os olhos quando eu não via. De me aconselharem e até de me esclarecerem sobre coisas, que para mim, era constrangedor, como sexo e sobre o meu corpo.
     Quero agradecer-vos, também, por me terem dado uma ótima educação e por terem sido as pessoas que foram para mim, porque apesar de tudo acreditaram nos meus sonhos, por mais irrialista que fossem.
     Pai, meu caro pai, minha azeitona do mais puro azeite... acredita que a minha morte não foi em vão... que foi pela minha causa.


     Sei que não tivemos a melhor relação de todas (feitios difíceis dão choque) e há quem nos chama de ''cão e gato'' e, por vezes até parecíamos mesmo, mas neste momento preciso que sejas forte por todos, por ti e em especial pela mãe, pois ambos sabemos como isto iria acabar. Não deixes que ela se parta como um espelho e que se destroce como o som da água a bater nas rochas, sê o suporte de algo que nunca foste.
     Estou a chegar aos meus últimos suspiros e só gostaria que as pessoas me tivessem compreendido mais e, que lá no fundo soubessem que a minha alma, de uma jovem aspirante, sempre carregou consigo dor, sufoco e angústia.
   Pois lá no fundo sempre acabei comigo num espelho e sozinha.... aí acordava do sonho!


''




Desta vez, a publicação que vos trago é um pouco diferente!
É um texto da minha autoria sobre uma Rapariga normal, que como tudo na vida, tens os seus problemas e, utiliza a escrita para comparar os seus pesadelos à tristeza que sente.


Beijinhos e até ao próximo post.
Nádia Matos, autora do Pequena Desarrumada

.